SAE MERCADANTE!

5 Jul

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3-J, um dia marcante na luta pela educação!

3 Jul

3-J, um dia marcante na greve geral da educação!

Saudações aos estudantes em greve de todo o país. Se vivemos uma greve geral histórica da educação, e certamente é, com 95% das Instituições Federais de Ensino Superior em greve, o dia 3 de Julho marca os rumos dessa greve. O 3-J, como ficou conhecido o Dia Nacional de Mobilização dos Estudantes em Greve, representa um crescimento significativo das nossas mobilizações e da capacidade do movimento estudantil de construir uma articulação nacional das nossas lutas, trazer vitorias para o movimento estudantil e colocar na rua o nosso projeto de educação.

Por todo o país, os estudantes responderam ao chamado do Comando Nacional de Greve Estudantil e organizaram manifestações nas universidades, unificando a luta com os servidores e professores em greve. No Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Mato Groso do Sul, Mato Grosso, Espirito Santo, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Distrito Federal, foram alguns dos estados que já repassaram informes para o CNGE sobre as atividade do 3-J, certamente, muitos outros chegarão ao longo dessa semana e muitas lutas mais estão sendo impulsionadas em todo o país. Dois fatos marcantes das mobilizações locais são a ocupação da reitoria da UNB (onde está funcionando temporariamente o Comando Nacional) e a ocupação da reitoria do Paraná.

Em Brasilia, nossas mobilizações tiveram a presença marcante do Comando Nacional de Greve da FASUBRA, do ANDES-SN e do SINASEFE, que estão construindo junto do CNGE as lutas em defesa da educação pública. Uma grande vitória desse dia foi a primeira reunião dos Comandos das categorias em greve com representantes do Ministério da Educação. Há muito tempo o governo se nega a sentar com os grevistas, pelas palavras do próprio Ministro, ex-grevista, Aloizio Mercadante. A reunião cobrou o governo de reabrir de forma efetiva as negociações e saimos com data marcada para a primeira reunião com do MEC com o CNGE – nesta quinta-feira, dia 5, as 9 horas.

Amanhã, dia 4 de Julho, as 14h realizaremos uma grande e importante reunião do Comando dos Estudantes, na sala de atos, da Reitoria da UNB ocupada, onde discutiremos a fundo as nossas pautas, avaliando todo o processo que vivemos e preparando os estudantes para essa reunião. Não temos ilusão de que essa reunião atenderá o conjunto das nossas reivindicações, pois só o crescimento das mobilizações vai pressionar o governo e nos garantirá a vitória.

Os estudantes em greve falam em nome dos estudantes, e os estudantes em greve estão nas ruas, arrancando vitórias concretas em cada universidade, contruindo na luta o nosso projeto de universidade, em defesa de 10% do PIB para a educação pública já!

A universidade está viva, a universidade está em greve! Seguimos na luta!

Lugar de greve geral é na rua!

28 Jun

Essa quinta feira 28/06 foi mais um dia de luta. Em frente aos Bancos Centrais do país atos foram organizados pelos 3 seguimentos da educação em greve. Neles a reivindicação central era a questão do orçamento do governo, que demanda aproximadamente 48% de sua receita para juros e amortização da dívida. Em contrapartida áreas que necessitam de investimentos emergênciais são deixadas de lado. Não acreditamos no discurso de que não há verbas para a educação. Precisamos de uma política economica que refletia as necessidades reais do povo brasileiro. Se não se investe em educação no Brasil é porque o governo prioriza os bancos ao invés da população.

O comando nacional de greve estudantil estava presente em Brasília hoje organizando o ato em conjunto com ANDES, FASUBRA e SINASEFE. Isso relfete a importante iniciativa de unificar as pautas e a luta da greve. Nosso movimento impulsionou hoje também a organização, via comando locais de greve de manifestações em defesa dos direitos LGBT.

Além disso, a organização do 3J vem aumentando em muitos Estados e nas universidades. Avançamos ainda mais no contato com os comandos locais de greve e os informes das mobilizações não param. É muito importante que os atos apresentem as pautas estudantis em manifestações de rua e pressionem as suas universidades para cumprir as demandas. Nacionalmente, precisamos aumentar a cobrança para que o MEC negocie com os estudantes grevistas através do CNGE. Esse recado deve ser dado em cada ato do 3-J com faixas, cartazes e máscaras dizendo “Alerta Mercadante: Quem negocia a greve é o Comando de Estudantes”.

Box: Por que o dia 28 foi escolhido como dia de luta LGBT?
Neste dia, há 42 anos, em Nova York, os/as LGBTs resolveram sair dos guetos e ir às ruas. Resistiram à repressão policial e mostraram o orgulho de expressar livremente sua sexualidade. Foram 2 dias de grandes enfrentamentos contra a ordem, inclusive fisicamente. Esse episódio ficou conhecido como a batalha de Stonewall.
Lembrar desse momento e uma obrigação dos/das lutadores/as em greve na construção de uma sociedade igualitária. A batalha por uma educação de qualidade só será completa com a incorporação do combate às opressões. E com muito orgulho chegamos ao final de mais um dia de greve tambem contra a homofobia, lesbofobia e transfobia.
A força da juventude em luta:
Este comando aprovou durante essa semana uma moção de repúdio a prisão do estudante chileno Pedro Quezada. O mesmo esteve preso durante meses por culpa da repressão à grande mobilização chilena pela educação. É com muito orgulho que informamos que por força da luta esse estudante foi solto hoje. Seguindo o exemplo dos estudantes chilenos, avancemos em nossa greve aqui no Brasil!

10% do PIB para a educação JÁ!

27 Jun

10% do PIB para educação pública já! Mais verba pública para outro projeto de educação!

No último dia 26 a comissão especial do Plano Nacional de Educação aprovou a versão final do projeto, que para ser validado deve ainda passar pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal. A comissão votou a inclusão na meta 20 da destinação de 10% do PIB para a educação, a ser atingido 7% em 2018 e 10% em 2023. O projeto ainda não foi aprovado no Congresso Nacional. O Comando Nacional de Greve Estudantil, com o seu quarto informativo, vem se posicionar sobre o significado deste fato político para a nossa greve.

Há tempos que o governo vem apresentando o projeto com um patamar de investimento entre 7 e 8%. O fato da comissão especial do PNE aprovar o projeto agora com os 10% só se explica pela enorme pressão que a greve da educação vem fazendo. Não é uma mera coincidência. O próprio ministro da educação Aloizio Mercadante, após a aprovação pela comissão, fez uma declaração dizendo ser “difícil atender a meta dos 10% do PIB”. Se nem o ministro enxerga a possibilidade real de atingir esse patamar, fica claro que o objetivo do governo em aprovar essa medida é desarticular a greve criando uma armadilha para o movimento grevista, tentando dividir e deslegitimar a greve. Depois de sentar com a direção da UNE para negociar e negar o atendimento dos pedidos do CNGE para abrir negociação, o governo apresenta uma clara tentativa de confundir os estudantes e desmobilizar nossas forças.

Após aprovar como resolução do CNGE, na reunião do dia 18 de junho, uma posição contrária ao PNE do governo federal, queremos reafirmar categoricamente: este PNE vai na contramão da pauta de reivindicações do movimento grevista. Mesmo com 10% do PIB, as metas que apresenta o PNE do governo não contemplam a solução dos problemas da educação brasileira. É preciso ir muito além de uma simples questão do aumento de verbas, uma vez que o PNE se furta em debater o caráter da educação e seu papel na sociedade, reforçando sua estreita vinculação às demandas do mercado.

A lógica que orienta diversas metas do PNE é a transferência de verbas públicas para instituições privadas, através de medidas como o PRONATEC e o FIES. O PNE incorpora os principais projetos educacionais do governo federal dos últimos anos, portanto aprofunda o modelo educacional que vem sendo questionado por essa mesma greve como, por exemplo, as metas do REUNI. Ainda assim, tal projeto prevê o aumento dos 10% do PIB somente para 2023! A educação não pode esperar, a necessidade de um maior investimento é JÁ. Ou seja, as dezenas de greves de estudantes, servidores e professores(as) que se espalharam pelo país e suas demandas chocam-se frontalmente com as propostas deste famigerado projeto. A greve da educação é contra o Plano aprovado pela comissão especial!

É por isso que o movimento grevista seguirá com força para ampliar suas conquistas locais e nacionais, aprofundando as discussões em torno de suas reais demandas. A conquista do investimento imediato de 10% do PIB para a educação pública será nas ruas! Entendemos que um novo projeto de educação não será construído em reuniões de gabinetes com parlamentares, e nossa principal resposta à armadilha criada pelo governo federal, com o apoio da direção da UNE, é na luta! Portanto, é preciso opor este Plano Nacional de Educação aprovado pela comissão especial a um Plano construído pelos movimentos estudantil, docente e dos técnico-administrativos, que se oriente pela defesa da educação pública, gratuita e de qualidade, voltada as demandas dos trabalhadores, e que condense as pautas de reivindicação da greve. O caminho apontado pelo CNGE é fortalecer ainda mais a greve da educação, realizando um grande dia nacional de mobilização com o 3-J, aumentando a pressão estudantil nas universidades, construindo fortes assembléias que elejam na base representantes para o Comando Nacional, e que estes venham a Brasília, compor o CNGE.