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Mercadante não quer falar com os estudantes!

6 Jul

O Mercadante não quer falar com os estudantes. Reunião com o CNGE foi desmarcada!

Os estudantes em greve de todo o país amanheceram o dia na expectativa das informações sobre a reunião com o Ministério da Educação, marcada após o ato do dia 3 de Julho para a manhã do dia 5. A realização dessa reunião é uma reivindicação dos estudantes, mas também dos servidores e dos professores, que, até agora, não tiveram respostas do governo.

Ontem ao final do dia, o governo respondeu aos estudantes da mesma forma que vem tratando as demais categorias grevistas: a reunião foi desmarcada, sem qualquer justificativa. Na mídia, vimos a resposta do governo, as declarações do Ministro Mantega e Mercadante é de que o governo não pode se comprometer com as mudanças de prioridade que a sociedade pede, como o investimento imediato de 10% do PIB para a Educacao pública, pois “quebraria o Estado”. Interessante que essas declarações foram dadas diretamente de uma reunião do Mantega com os Lideres dos Empresários. Mais uma vez, fica clara a prioridade do governo.

Depois dos diversos 3-J em todo o país, a greve continua forte! Tanto a mobilização dos estudantes, quanto a dos servidores e dos professores tem força para manter e intensificar a greve. Vamos nos unir ainda mais às reivindicações das demais categorias, pressionar as reitorias, realizar atos e enfrentamentos diretos e seguir exigindo que a presidente Dilma negocie com as categorias em greve. Durante a semana que vem, o Comando de Greve dos servidores está chamando ações radicalizadas, que devemos nos somar e construir também as nossas: fechamento de BRs, atos em obras da copa, ocupações de reitorias e orgãos públicos, etc. No dia 9, os Servidores Públicos Federais farão o dia de radicalização nacional.

Se o Ministro Mercadante não quer falar com o Comando Nacional de Greve dos Estudantes, cada estuante vai falar diretamente com o seu gabinete. Está lançado o SAE Mercadante (Serviço de Atendimento ao Estudante). Para falar dos problemas da sua universidade, apresentar as reivindicações dos estudantes e cobrar a negociação imediata com o CNGE, ligue para (61) 20227857 ou (61) 20227840 e mande um email para gabinetedoministro@mec.gov.br

Conforme já publicizamos em outros informativos, teremos uma reunião ampliada do CNGE nesta sexta-feira, dia 06, para fecharmos as pautas nacionais dos estudantes, de acordo com os possíveis acréscimos trazidos pelas assembleias locais. Para potencializarmos o debate, faremos uma Mesa sobre “projeto de Educação” na UnB, durante a manhã do mesmo dia. A ideia é que a mesa seja composta por representantes das categorias grevistas da Educação e que esse debate seja feito também nas outras Universidades durante a próxima semana.

Marcha em Brasília: dia 18 de julho haverá uma Marcha unificada em Brasília, seguida de uma Plenária dos Servidores Públicos Federais no dia 20. É muito importante que nos incorporemos a este ato, para isso, devemos começar a organizar caravanas dos locais para que esta Marcha seja mais um marco deste momento histórico de greve nacional da Educação!

Quem fala em nome dos estudantes em greve são os estudantes em greve!

26 Jun

Quem fala em nome dos estudantes em greve são os estudantes em greve
Nota sobre a reunião da UNE com o ministério da educaçao

No dia 26 de Junho foi divulgada em toda a mídia a reunião realizada pela União Nacional dos Estudantes, após a manifestação que aconteceu na Esplanada dos Ministérios, em Brasilia, com o Ministro Aloizio Mercadante e representantes do Ministério da Educação.
Essa reunião demonstra uma articulação da Direção Majoritária da UNE com o Governo Federal para deslegitimar o Comando Nacional de Greve Estudantil – CNGE, composto por estudantes de todas as universidades em greve no Brasil, eleitos em suas assembléias.

Essa mesma movimentação dos setores empenhados na defesa do projeto educacional do governo para a educação também é expressa na total falta de diálogo com a greve dos técnicos-administrativos e dos docentes, que até agora não tem perspectivas de avançar nas negociações sobre as pautas das 3 categorias em greve na educação superior.

A greve em todas as universidades tem como objetivo elaborar um projeto de educaçãoque atenda as necessidades dos segmentos que constroem a universidade: contra a expansão precarizada do Reuni, expansão com qualidade, por investimento público na educação pública, fim da lógica privatista na educação, valorização dos servidores públicos, reestruturação da carreira e reajustes salariais.

Se a UNE leva a sério sua resolução de construção da greve, é um desrespeito aos estudantes em greve que essa reunião tenha servido para estabelecer as negociações do governo com a UNE e não de exigir o inicio das negociações com o CNGE. O Comando Nacional de Greve é o único fórum legítimo para fazer a interlocução dos estudantes em greve com o governo. A direção da UNE tem atuado como um braço direto do governo no movimento estudantil. Não aceitaremos nenhuma tentativa de aparelhar a greve dos estudantes para atender objetivos que não são dos estudantes em greve.

Lamentamos também que o Ministro Aloizio Mercadante, que em 1984, quando vice-presidente do Andes-SN, teve um importante papel na construção da luta dos docentes, hoje cumpra o papel de deslegitimar a luta dos estudantes. Se o Ministro acredita que vai esvaziar a pauta da greve com pequenas concessões, que não colocam em discussão o projeto de educação como um todo, está muito enganado. A greve estudantil continua crescendo nas universidades e as mobilizações dos estudantes vai se intensificar. Alerta Mercadante, quem negocia pela greve é o Comando dos Estudantes. Negociação já!

Convocamos todos os Comandos Locais de Greve a enviarem seus representantes para Brasilia e a construir o dia 3 de Julho em todas as universidades do Brasil.
Brasília, 26 de Junho de 2012

Fortalecer o Comando de Greve dos Estudantes!

realizar assembléias para discutir a pauta nacional e eleger os delegad@s até o dia 05/07
– enviar os delegad@s a brasília. O CNGE está reunido permanentemente na Faculdade de Educação da Unb.

Todas as demandas de passagem devem ser encaminhadas para comandogreveestudantil@gmail.com
os delegad@s devem trazer a ata de suas assembléias e as listas de presença

Primeira reunião do CNGE

25 Jun

Comando Nacional de Greve Estudantil realiza sua primeira reunião e define próximos passos da greve!

A primeira reunião do Comando Nacional de Greve (CNGE) aconteceu no dia 186 no Rio de Janeiro. Foi um momento rico com muito debate onde se acumulou muitas propostas que abrangiam três temas: Pauta de reivindicações da greve, funcionamento do comando e Calendário de greve.
Cada universidade trouxe sua demanda e percebemos o papel nefasto da política educacional dos governos. Desde o governo FHC, passando por Lula e chegando até a Dilma não há o aumento de investimentos necessários para a educação. O país nesse período cresceu economicamente, chegamos ao patamar de ser o 6º PIB do planeta, mas mesmo assim não vemos mudanças nos investimentos em educação, muito pelo contrário, assistimos cortes de verbas que já somam 5 bilhões em educação nos últimos dois anos.

O projeto do REUNI gerou ainda mais problemas já que para uma suposta “expansão” não se aumentava as verbas suficientes. Mas isso não é tudo. O projeto impôs metas precarizantes às universidades públicas, como: aumento da relação aluno-professor, ataques ao tripé ensino-pesquisa e extensão, diversificação da modalidade de ensino inaugurando os cursos de formação acelerada etc. Passados os 5 anos de implementação deste decreto, vemos que a expansão foi muito pequena, a pouca verba não chegou e se aprofundam os problemas nas universidades. Sendo assim, o balanço da implementação do REUNI é a greve de estudantes, funcionários e professores.
O governo em meio a greve ainda tenta votar no congresso o novo Plano Nacional de educação (PNE). Este PNE aprofunda a lógica do REUNI, aprofundando suas metas precarizantes, além de não mudar o patamar de investimento atual. É uma cara de pau propor pra daqui a 10 anos o que tinha sido prometido há 10 anos atrás no outro PNE. Ou seja, o novo PNE propõe apenas 7% do PIB pra educação em 2020, quando na verdade precisamos de 10% do PIB pra educação pública já.

Os estudantes de todo o país estão em greve e dizem…

– Chega de Reuni. Queremos expansão com 10% do PIB pra educação publica já!
– Pelo imediato reajuste da bolsa auxilio estudantil para o valor do salario mínimo. RU, moradia estudantil e creche universitária em todos os campi e sem trabalho terceirizado.
– Não ao PNE do governo! Por um PNE dos estudantes, professores e funcionários que rompa com a lógica de transferência de verba pública para o setor privado.
– Contra os cortes de verba na educação. Dilma a culpa é sua!

A greve não é de pijama: Chegou a hora de Ocupações, Passeatas e atos.
A imprensa não noticia a greve. O governo segue intransigente em negociar. Os estudantes estão na rua, com um calendário nacional unificado em defesa da educação. É isso que dará visibilidade e força a nossa greve.

Conheça o Comando Nacional de Greve Estudantil!

O CNGE se instalará em Brasília, com reuniões cotidianas, coordenará a greve nacionalmente e tentará abrir negociação com o governo. São atribuições do comando: centralizar as informações das universidades em greve, pensar atividades nacionais, dar os rumos da greve a nível nacional e buscar a unificação com o ANDES, FASUBRA e SINASEFE para construir uma pauta única e negociação conjunta com o governo. Manteremos um blog em constante atualização, além de uma página no facebook, além dos informativos periódicos.
É imprescindível que todas as universidades em greve ou em mobilização mandem representantes para o CNGE. A partir desse CNGE e com muita mobilização nas universidades, será possível garantirmos a vitória da greve.
Quem fala em nome dos estudantes em greve, são os estudantes em greve, por meio do CNGE. Nem a UNE nem a ANEL falam em nome dos estudantes em greve.

Como funciona o CNGE?

O Comando Nacinoal de Greve Estudantil funciona com representantes eleitos em assembleias de cada universidade e escola. Cada universidade ou escola em greve elege dois representantes. Universidades e escola em mobilização elegem um representante. As reuniões serão diárias em Brasília. O CNGE tem independência política e financeira em relação as reitorias e governos. Sendo assim, a greve estudantil tem que se autofinanciar a partir de campanhas financeiras em cada local.

Marcha em Brasília unifica as greves estudantis

6 Jun

Mais de 15 mil na Marcha em Brasília

No dia 5 de junho, foi realizada a Marcha em Brasília. Contando com a presença de mais de 15 mil pessoas, entre servidores federais (professores e técnico-administrativos) e estudantes, a Marcha foi uma grande vitória.
Em primeiro lugar, porque permitiu uma articulação do movimento estudantil com os servidores que também estão em greve, como os professores das IFES, desde do dia 17 de Maio, atingindo já 49 instituições, e os técnico-administrativos com indicativo para o dia 11 de junho.
Em segundo lugar, porque permitiu aglutinar cerca de 2 mil estudantes, que estão construindo fortes greves e processos de mobilização em diversas universidades e institutos federais. Com muita empolgação e disposição de luta, a Marcha foi marcada pela irreverência e força da juventude, cantando palavras de ordem, carregando faixas e cartazes com suas reivindicações.

Repressão e falta de diálogo no Ministério da Educação

Os estudantes terminaram a manifestação em um protesto em frente ao Ministério da Educação, denunciando a falta de avanços na negociação com o ANDES-SN na reunião que foi realizada pela manhã. E exigindo que os estudantes fossem recebidos para abrir o processo de negociação com o Comando Nacional de Greve dos Estudantes. Repudiamos a atitude da polícia, que com muita truculência, reprimiu com cassetetes, spray de pimenta e armas de choque o protesto dos estudantes, deixando feridos.

Caminhando juntos para unificar as lutas

Em seguida, foi instalada a Plenária de Brasília. Uma reunião com representantes dos Comandos de Greve Locais decidiu sobre a metodologia de funcionamento da Plenária. Foi eleita uma Mesa de Coordenação e realizado um debate sobre “Greve, Comando Nacional e Calendário Unificado”. Cada Comando Local teve direito a voz para colocar suas propostas, e em seguida foi encaminhado por unanimidade um Calendário Nacional de Lutas, um Manifesto da Plenária de Brasília e pautas de reivindicação, além da construção do Comando Nacional de Greve dos Estudantes, com os seus critérios de funcionamento e a primeira reunião marcada para o dia 18. Também foi aprovada uma reunião do comando provisório a ser realizada no dia 6 de junho na UnB com o intuito de executar os encaminhamentos da Plenária.
Após o dia 5 de junho, com a realização da Marcha e da Plenária de Brasília, o movimento grevista que se alastrou pelo Brasil como uma verdadeira onda deu um importante passo para o seu fortalecimento nacional. Foi possível construir uma importante unidade e uma primeira articulação nacional, que dá as bases para transformar cada greve local em uma só greve de todo país, rumo a “greve geral em toda a federal!”.

Veja as 40 universidades que estavam presentes:

– UFAM
– UNIFAP
– UFPA
– UFRA
– UFOPA
– UNIR
– UFPI
– IFPI
– UFPB
– UFPE
– UFCG
– UFRPE
– UFAL
– UFS
– UFBA
– UFT
– UFMT
– UFG
– UnB
– UFTM
– CEFET/MG
– UFOP
– UFVJM
– UFU
– UFV
– UFJF
– IFET/JF
– UFSJ
– UFLA
– UNIFAL
– UFPR
– UFSM
– UNIPAMPA
– FURG
– UNIFESP
– UNIRIO
– UFF
– UFES
– UFRRJ
– UFRJ

Brasilia, 06 de Junho de 2012